Destinação final ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos
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No artigo de hoje falaremos sobre o tratamento dos resíduos sólidos urbanos e como ele contribui para uma destinação final que não seja prejudicial ao meio ambiente.

Vamos ver os seguintes tópicos:

  • A situação dos serviços de resíduos sólidos no Brasil
  • A destinação final ambientalmente adequada
    • O que acontece na estação de tratamento?
  • Modelos para tratamento dos resíduos sólidos urbanos

Devemos saber que os resíduos sólidos urbanos (RSU) são lixos dispensados de diversas origens, entre elas as residências, indústrias, hospitais e obras civis.

O serviço de coleta transporta esses resíduos até locais de tratamento. Lá são reduzidas e reconduzidas cada uma das matérias que restam do processo.

Há muitos anos é reconhecido que esse procedimento é necessário para a sociedade. Os motivos principais são a saúde pública, a desigualdade social e a preservação do meio ambiente.

Dados esses motivos, nos perguntamos como nosso o Brasil tem lidado com o serviço de tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Quer saber o que descobrimos?

A situação dos serviços de resíduos sólidos urbanos no Brasil

Para compreender a situação dos resíduos sólidos urbanos utilizamos o panorama da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) que atua em pesquisas no setor há mais de 15 anos.

Segundo o panorama de 2017, geramos 78,4 milhões de toneladas de lixo por ano. Um crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mesmo com o aumento populacional de 0,75%.

O índice de coleta é de 91,2%, alcançando boa parte do país. Mesmo assim, isso significa que de 6 milhões de toneladas de resíduos não foram coletadas.

Nesse mesmo período, o país movimentou 28,5 milhões de reais, um gasto per capita de R$10,37 ao mês para a coleta. Mantendo seus índices de coleta por região de 79,06% á 98,06%.

Lixeiras para coleta seletiva

Outra informação importante nos resíduos sólidos urbanos é a coleta seletiva. A proposta dessa iniciativa é separar o lixo antes da coleta, permitindo uma destinação mais precisa e rápida. Nesse quesito, 29,6% dos municípios brasileiros não têm esse tipo de ação.

Houve aumento de investimentos no serviço de coleta e tratamento de resíduos sólidos em todas as regiões. O aumento de investimento mais tímido deles foi o do Centro Oeste de 1,9%, representando 12 milhões de reais naquele ano. Já o mais agressivo foi o do Sudeste de 7,7%, o equivalente a 620 milhões de reais.

Apesar desses índices parecerem positivos até aqui o que mais preocupa é a disposição final ambientalmente adequada aos resíduos sólidos urbanos. Situação que não alcançou as mudanças esperadas e segue engessada a vários anos.

A destinação final em foco

Quando falamos de disposição final a situação se revela crítica: 40,9% do lixo coletado é disposto em lugares impróprios ou de maneira incorreta.

A classificação desses lugares como correta necessita de sistemas para lidar com as particularidades do lixo.

A tradicional e mais conhecida disposição é o lixão que consiste em depositar o lixo em solo a céu aberto, atraindo pessoas que vivem da reciclagem.

Falta de aterro sanitário

Esse meio se revela impróprio, pois o chorume gerado afeta o solo, polui os corpos hídricos e cria um ambiente propício para a  proliferação de doenças, além de produzir odores desagradáveis.

Infelizmente este tipo de destinação final ainda é presente em 18% dos municípios, que representam 35 mil toneladas de lixo anuais.

Outro tipo de destinação é o aterro controlado, que mitiga os odores e a questão de saúde pública, mas não trata o chorume. Aqui o lixo é depositado em buracos no solo e coberto diariamente por terra.

Mais de 22% dos municípios utilizam esse modelo no país, que é ineficiente para correta disposição final.

Por fim, temos o modo que o Brasil deseja padronizar sua disposição final que é chamado de aterro sanitário. Nesse modelo, os buracos para depositar o lixo são impermeabilizados de forma que não escapam o chorume. Por sua vez, ele é destinado a uma estação de tratamento por meio de dutos que ficam abaixo do lixo.

O aterro sanitário tem capacidade limitada e normalmente torna-se área de preservação ambiental quando esgota sua de capacidade.

Parte interessante dos dois tipos de aterro é a possibilidade de geração de biogás e energia. Isso ocorre com a canalização do gás gerado pelo lixo, que pode ser extraído e separado para utilização.

Como funciona o tratamento do chorume?

Após chegar às estações de tratamento, o chorume é direcionado a três etapas diferentes: as lagoas anaeróbias, aeróbias e de estabilização.

A lagoa anaeróbia serve para remover os poluentes orgânicos, que são geralmente concentrados nos resíduos sólidos urbanos. O método é pela falta de oxigênio, que mata bactérias e microorganismos nocivos, tendo duração média de sete dias.

Já a lagoa aeróbia remove os metais pesados por meio da oxigenação, dentro de três a quatro dias.

Chorume gerado por resíduos sólidos urbanos

O chorume segue para as lagoas de estabilização na forma de lodo e passa por um processo de secagem. Após essa etapa, ele pode ser disposto na natureza, pois não é mais prejudicial ao meio ambiente.

O aterro sanitário é definitivamente a melhor opção?

O Brasil é um dos maiores países do mundo em extensão territorial, o que permite o uso de aterros em larga escala.

Mas, você já parou para pensar como países pequenos, ou com maior número de pessoas, tratam seu lixo?

Existem outras formas de tratamento de lixo, tal como a incineração. Esse modelo costuma ser criticado pelas incertezas ambientais e as exigências constantes de fiscalização.

Sendo assim, os especialistas da área consideram o aterro sanitário uma boa opção, desde que observados os princípios básicos como a redução, reutilização e a reciclagem. Aqui no Brasil, esses itens já constam na política nacional de resíduos sólidos.

Alguns países na Europa, como a Alemanha, eliminaram seus aterros sanitários e criaram uma política de resíduos sólidos urbanos consolidada. Lá o lixo tem as seguintes destinações: 45% são reciclados, 38% queimados e 17% vão para a compostagem.

Portanto, fornecer um serviço que atenda a padrões de saúde pública, ambientais e até desenvolvimento social, depende de uma política integrada, abrangendo  a conscientização, a vontade política para lidar com a situação e operadores qualificados no serviço.

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