Banco de dados geográficos: o que é e onde se aplica?
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Postado em: 11/07/2018

Última modificação: 12/08/2019

Tempo de leitura: 8 minutos

Você sabe como um banco de dados geográficos funciona? Vamos juntos conhecer um pouco mais sobre esse assunto!

O que contém neste artigo?

  • O que é banco de dados geográficos?
    • SIG – Sistema de Informação Geográfico
      • Componentes
      • Etapas para implantação
      • Visualização e apresentação de dados
  • Aplicabilidade: Google Maps
  • Aplicabilidade: Meio ambiente

O que é banco de dados geográficos?

Banco de dados geográfico

Iniciamos nosso artigo falando sobre quem é referência no assunto, o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e como considera os principais conceitos neste assunto.

O primeiro termo que iremos definir é dado geográfico, suponhamos os seguintes exemplos: 

  • Quais são as cidades vizinhas ao município de Capão Redondo? 
  • A polícia precisando da seguinte informação: Quais ruas estão em um raio de um quilômetro em relação ao local onde aconteceu um furto? 
  • Os extremos do país: Qual a distância entre Monte Caburaí- RO e Santa Vitória do Palmar- RS?

A resposta pra qualquer uma das perguntas contém informações geográficas específicas. Um banco de dados qualquer armazena informações sobre um endereço ou CEP, mas essa informação possui caráter secundário. Já para um dado como os exemplos citados é necessário o uso de dados geográficos. Tais dados possuem uma estrutura mais adequada para responder de maneira específica e até mostrar graficamente a resposta.

Aprofundando essa declaração, temos a definição de banco de dados geográficos, segundo Zoneamento Ecológico Econômico de Minas Gerais. Um Banco de Dados Geográfico é uma coleção de dados coerente e relacionável, suportando feições geométricas em suas tabelas.

Esse banco de dados precisa de uma lógica a ser aplicada na manipulação e padronização de seus dados, onde surge o SIG.

SIG – Sistema de Informação Geográfico

SIG - Sistema de Informação Geográfica

O termo SIG no campo de geoprocessamento é definido por Fitz (2008) como um sistema constituído por um conjunto de programas computacionais. Sua integração é feita por dados, equipamentos e pessoas. Tem o objetivo de coletar, armazenar, recuperar, manipular, visualizar e analisar dados espaciais relacionados com um sistema de coordenadas.

Sendo assim, consideramos o principal objetivo do SIG compatibilizar informações descritivas e geográficas. Isso permite produção de mapas com rapidez, facilidade, baixo custo de produção, atualização/ revisão automática e análise quantitativa destes dados.

E por fim a compatibilidade entre os sistema exige ao menos os componentes que o compõem sejam próximos.

Componentes

Componentes de um SIG

Fonte: GeoBrasil, 2006.

Para apurar o funcionamento de um SIG, iremos elencar os seguintes componentes básicos:

Base de dados

Um banco de dados geográfico contém dados gráficos que são pontos, linhas, polígonos, símbolos e notas. Contém dados não gráficos sendo as propriedades, áreas do lote, área construída, etc. E também dados referenciados espacialmente como informações sobre o proprietário, endereço para cobrança, etc.

Software

O software talvez venha a ser o mais importante dos componentes dentro do Sistema de Informações Geográficas, uma vez que ele gera a interface para o usuário.

Existem diversos softwares como parte dos Sistemas de Informações Geográficas que permitem essa interação, sejam eles de código aberto ou não. Esses softwares executam de maneira direta todas as operações de um SIG, podendo ser para criação, consulta ou correção. Para tanto devem possuir:

  • Sistema gerenciador de Banco de Dados (DBMS);
  • Ferramentas para captura e manipulação de informações geográficas;
  • Ferramentas para buscas (query), análises e visualização de informações geográficas;
  • Uma interface gráfica (GUI) para acesso a essas ferramentas.

Hardware

São os computadores destinados a armazenar dados, apresentar gráficos e processar informação. Os SIG operam em vários de tipos de hardware, desde o modelo cliente-servidor, onde as cargas das aplicações rodam tanto no requerente quanto no servidor. E ainda em aplicações stand-alone, que não necessitam de auxiliares para interpretação por exemplo, sendo assim autossuficientes.

Organizacionais

Podem se considerar as tecnologias usadas no processos, bem como métodos, normas e procedimentos. O sucesso de todo o sistema depende de um planejamento e regras bem especificadas e definidas. Os modelos e práticas operacionais são específicas por cada organização.

Etapas para implantação

SIG - Etapas de implantação

Captura de Dados

Antes de um dado geográfico ser utilizado ele precisa ser capturado por meio de algumas ferramentas. Pode ser um dado digitável em planilhas textos ou tabelas ou ainda imagens que possam ser escaneadas por exemplo. Após a captura ocorre o armazenamento desse dado de forma matricial ou vetorial. A verificação deste processo é de maior importância para evitar falhas.

Armazenamento e gerenciamento dos Dados

É comum na recepção de dados ser necessário transformá-los, a fim de reescrever as informações para obter a mesma precisão. Pode ser que uma entrada seja, por exemplo, um eixo de logradouros bem detalhado com tipos de solo. Pode ser também que um arquivo contenham apenas CEPs de uma região. Contudo, ao colocá-los em um banco a padronização permite eliminar dados redundantes ou desnecessários.

Processamento ou Análise

Após a implementação e armazenamento feitos, as pesquisas ou análises podem ser simples como:

  • Qual o proprietário do lote na coordenada (-20.49167549,-54.64545971)?
  • Qual a distância entre Arroio Chuí – RS e Monte Caburaí – RO?
  • Quais regiões da cidade são de uso industrial?

Mas, podem ser incrementadas com perguntas um pouco mais analíticas como:

  • Onde existem terrenos para construção de casas?
  • Em quais estados tenho solo viável para plantio de milho?
  • O quanto uma estrada nesse local afetaria o trânsito?

As ferramentas de análises podem ser variadas, contudo vamos citar apenas dois exemplos:

  • Análise de proximidade
    Pode ser usada, por exemplo, a técnica chamada de buffering, que consiste na análise dos pontos ao redor de uma coordenada no formato de um polígono. Após a análise e procura da informação desejada pelo usuário, há uma devolutiva do que consta na base relacionado a pesquisa. Por exemplo:
    -Onde está o posto de combustível mais próximo?
    -Quais cinema existem num raio de 30Km?
  • Análise de Overlay
    É quando se faz necessário a combinação de dados em diferentes camadas. Onde se pode descobrir informações de diferentes escala. Um exemplo seria saber: Dos proprietários que moram no centro quantos possuem conta de água atrasada?

Visualização e apresentação de dados

Nada melhor do que a parte onde todo o esforço dedicado pode ser mostrado ao cliente ou ao próprio programador. Durante milênios, cartógrafos esboçavam suas pesquisas em mapas. Entretanto, a computação gráfica chegou pra dar uma guinada em tudo isso. O SIG une a arte e ciência que é a cartografia, a representação em tela unida a relatórios, imagens 3D, fotos e outras saídas de multimídia.

Aplicabilidade: Google Maps

Carro Google Maps

Carro do Google Maps que tira fotos em 360°

Dentro desse incrível mundo dos mapas em tela não se poderia deixar de citar o uso do Google Maps. A popularização do Google Maps deve-se a vários fatores, entre eles a incrível gama de ferramentas e modos de uso. Esteja no celular, tablet, PC ou até GPS, ele sempre da um jeito de estar infiltrado nas aplicações. E daí não importa se deseja um simples endereço, uma referência ou detalhamento de dados como horários de funcionamento.

A facilidade de uso da aplicação se estende a Linux, Windows ou Mac. Principalmente pelo uso em navegadores web que facilitam uma interpretação bem comum a vários computadores e usuários.

A aplicação permite traçar rotas, mostrando os melhores caminhos, podendo optar por caminhos curtos ou com menos trânsito.

Acumular informações sobre o transporte público também é função do Google Maps. As informações das concessionárias de transporte são analisadas e disponibilizadas, permitindo a criação de rotas, inclusive em horários futuros. Podendo alternar camadas que contêm ciclovias, Google Earth, ou mesmo terreno que mostra o relevo da região.

Ainda dentro da aplicação é possível salvar locais no caso de visitas constantes ou posteriores para que fiquem mais acessíveis.

Dentro no Maps ainda é possível acessar o Street View, com a possibilidade de ver o local desejado em 3D. Recurso que permite caminhar pela cidade, exposição e outros em especial. O Google Treks que o diga! Que tal um passeio pelas Pirâmides de Gizé?

E claro não poderia faltar o simples mas extremamente útil recurso de se localizar no mapa. As coordenadas e endereços atual de onde se acessa o Google Maps são mostradas.

As informações sobre o Google Maps disponibilizadas pelo Canal Tech.

Aplicabilidade: Meio ambiente

SIG no meio ambiente

A preservação do meio ambiente encontra no SIG ferramenta úteis. A análise pode ser de  dados topográficos, hidrográficos, geológicos, arqueológicos entre outros. Veremos a seguir 4 momentos de aplicação do SIG no Meio ambiente:

  • Mapeamento temático
    Quando as informações sobre determinado espaço geográfico é caracterizada e registrada para análise futura. Nesse momento são identificadas através de estudos áreas que necessitam atenção, permitindo ao longo do tempo uma comparação de dados.
  • Avaliação de Impactos Ambientais
    São determinadas os parâmetros ou critérios mais importantes, para serem avaliados os impactos ambientais. Onde os dados são correlacionados com o modelo geográfico que se baseia a análise.
  • Diagnóstico Ambiental
    Nessa fase são apresentados os resultados finais, merece destaque às áreas críticas e projetos de preservação. O foco é no maior entendimento possível pelo público geral.
  • Prognósticos Ambientais
    Aqui é feito um planejamento ambiental adequado a realidade do local, consideradas as necessidades e possibilidades de ação.

Por fim, os bancos de dados geográficos e suas tecnologias vão dos mais simples aos mais complexos, e estão cada vez mais presentes em nossas vidas.

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