O consumo de água no Brasil na atualidade - EOS Consultores
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Postado em: 22/03/2019

Tempo de leitura: 4 minutos

Hoje vamos falar sobre o consumo de água em nosso país. Como o Brasil lida com esse recurso em suas atividades? Nos acompanhe!

Vamos falar dos seguintes tópicos:

  • O consumo de água no Brasil
    • Usos da água
  • Crises hídricas
    • A mais longa crise hídrica do brasil

Desde as primeiras civilizações a importância da água é latente, visto que seu desenvolvimento se deu em locais com água potável. Nesse quesito o Brasil é privilegiado: possuímos 12% das reservas de água doce disponível no mundo.

O que não significa que podemos usar a água de qualquer modo!

Nos últimos anos, especialistas alertam que a poluição e o consumo exagerado podem culminar na falta de água em muitas regiões.

A sociedade brasileira deverá passar por uma reflexão do modo que vem lidando com seus recursos hídricos e se alinhar com a sustentabilidade. Essa é a única maneira de garantir que este bem esteja disponível para as próximas gerações.

O consumo de água no Brasil

Assim como muitos países, o Brasil possui uso intenso da água. Ela tem papel crucial no desenvolvimento socioeconômico devido a sua participação em vários setores. Entre eles podemos elencar:

  • Pesca e Agricultura
  • Indústria
  • Abastecimento Humano
  • Turismo e Lazer
  • Mineração
  • Geração de energia

Desde 2009, a Agência Nacional de Águas (ANA) divulga a cada quatro anos o relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos.

O objetivo é medir a carga de consumo de água no país, indicando quantidades, qualidades, gerenciamento, ciclo das águas e dispositivos de controle de crises hídricas. Veremos alguns desses dados a seguir.

Consumo de água no Brasil

Usos da água

A água no Brasil tem seu uso nas atividades humanas e nos diversos setores da economia.

As principais demandas de água estão na irrigação com 68,4% e o abastecimento animal com 10,8% do total.

Estima-se que o agronegócio tem possibilidades de expansão de pelo menos 76 milhões de hectares no Centro-Oeste, o que deve aumentar o consumo de água.

Por isso a importância dos produtores buscarem constantemente um melhor aproveitamento do solo, da água e das florestas visando a sustentabilidade.

A indústria é a terceira da lista consumindo 8,8% da água do país.

Para que haja um controle desse consumo são avaliados os coeficientes de produção, no qual os maiores consumidores são: refino de açúcar, produção de biocombustíveis, fabricação de celulose e carne.

O abastecimento urbano fica com 8,6% do total de uso da água. São gastos mais de 200 litros/dia per capita, enquanto que, segundo a ONU, apenas 110 litros/dia seriam o suficiente.

Esse é um setor que enfrenta dificuldades por demandas concentradas em determinadas regiões e falhas estruturais. Para melhorar essas questões é preciso uma ação integrada e de grandes investimentos.

Um ponto importante é que os dados disponibilizados pela ANA não consideram Usinas de produção de energia como consumo, uma vez que suas águas são apenas represadas e dispersadas ao meio ambiente.

Consumo de água por hidrelétrica

Vale dizer que há uma tendência de crescimento da matriz energética. As energias fotovoltaicas e a eólica vem ganhando espaço o que, no longo prazo, pode diminuir o uso de água na produção de energia.

Os dados são do informe anual da ANA de 2018 com dados atualizados de 2017.

Crises hídricas

As crises hídricas possuem alto impacto no consumo de água de qualquer região, sendo compostas principalmente por secas e estiagens.

Outros fatores como o crescimento populacional, o aumento de consumo per capita e o desmatamento próximo aos mananciais foram fatores que influenciaram a baixa dos reservatórios a níveis críticos.

Uma situação difícil ocorreu em Brasília devido a um período de estiagem. A crise hídrica que se estendeu de março de 2017 até junho de 2018 levou a companhia local a racionar água.

A população se mobilizou para conter gastos desnecessários de água, como lavar a calçada ou reaproveitar água para outros fins. Mas, infelizmente, essa consciência não durou por muito tempo.

Segundo Marcelo Resende, professor de engenharia ambiental e especialista em hidrologia, relatou ao G1 em maio de 2018:

“[…] hoje o nível de consumo per capita está praticamente o mesmo que o de antes da crise, então pouco ficou em nível de consumo consciente.”

A mais longa crise hídrica do brasil

Ao falar em crises hídricas não poderíamos deixar de citar a maior delas, no semiárido nordeste do país.

A situação de não ter uma gota sequer de água em algumas regiões é um problema de 300 anos. Levando inclusive a justiça intervir para obrigar o governo a dar uma solução para a população.

Consumo comprometido no sertão nordestino

O custo para resolver a situação por meio de adutoras é 950 milhões. O governo diz não possuir esses recursos, mas gasta anualmente cerca de 120 milhões em medidas paliativas, como caminhões pipa.

As palavras do juiz do caso são que essa somatória “expõe bem a irracionalidade das atuais medidas de combate à seca”.

Compreendemos que estamos longe de lidar corretamente com a disponibilidade hídrica do Brasil. Diminuir o gasto, levar água a locais desprovidos, reduzir a perda de água tratada e encontrar usos inteligentes da água são desafios para toda a sociedade.

O consumismo exagerado acaba exigindo um maior consumo indireto da água e afetando diversos setores da economia. Você pode entender mais sobre esse conceito em nosso artigo sobre economia circular.

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