As novas formas de eficiência energética no saneamento - EOS Consultores
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Postado em: 18/01/2019

Última modificação: 04/02/2019

Tempo de leitura: 6 minutos

Nosso artigo vai falar sobre eficiência energética no saneamento básico. Qual a necessidade do setor e quais os desdobramentos da busca pela subsistência no consumo de energia elétrica. Confira!

Esse artigo contém:

  • A eficiência energética no Brasil e no mundo
  • As novas formas de eficiência energética no saneamento
    • Água e energia combinam?
    • Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e a Luz Solar
    • Eficiência operacional versus eficiência energética

As inovações e pesquisas no saneamento surgem a todo momento visando resolver algum problema ou otimizar algum serviço. Entre essas questões surge a da eficiência energética.

Em suma, significa buscar otimizar o uso da energia para produção de água potável, tratamento de esgoto ou resíduos sólidos. Tarefa que não é fácil pela complexidade das estações de tratamento.

Muitas cidades no Brasil e no mundo tentam diminuir o gasto energético com medidas internas e externas de controle de perdas por exemplo.

Existem locais onde companhias de saneamento já conseguem tratar a água com energia gerada de maneira sustentável. Impulso que incentiva plantas de tratamento que reutilizam, reciclam e aplicam melhor os recursos hídricos e consequentemente elétricos.

Para se ter ideia, nos Estados Unidos, o gasto de energia no tratamento de água e esgoto no país é suficiente para suprir aproximadamente 6,75 milhões de casas.

O gasto energético nas empresas de saneamento representa o segundo maior das companhias e ainda de 30% a 40% da fatura total de energia dos municípios. Os dados são da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

Por isso, a busca pela eficiência energética no saneamento tenta alcançar padrões de sustentabilidade para o futuro.

Na Dinamarca, por exemplo, a planta de esgoto da cidade de Arthus gera 150% da energia necessária para sua operação. O excedente pode ser utilizada na distribuição de água potável ou vendido para a companhia elétrica.

A eficiência energética no Brasil e no mundo

O alto consumo de energia elétrica em si não tem sido um problema apenas no saneamento e nem só no Brasil.

Eficiência energética no Brasil

A universalização do acesso à energia traz consigo a demanda crescente e o surgimento de eletro intensivos. Por isso mesmo entram em cena modos de produzir energia a partir da força do vento, do sol ou das oscilações marítimas.

Enquanto do lado do consumidor, os órgãos ambientais e afins tentam regulamentar os aparelhos e conscientizar o consumidor. Tanto no uso da água quanto da energia elétrica.

Tal conscientização muitas vezes é forçada com o aumento da tarifa ou com multas para quem excede os limites impostos. Portanto, esse é o mesmo limite imposto às companhias de saneamento: tarifas altas de energia elétrica e a preocupação com os recursos hídricos desperdiçados.

A compreensão desse tema como um só passa pela informação que desperdiçar água tratada é desperdiçar energia. O que se agrava no Brasil já que esses temas conversam mais intimamente.

Temos 75% da matriz energética vinda da água e uma média de 37% da nossa água tratada jogada fora. Um uso sem as devidas precauções pode culminar em um colapso de ineficiência hídrica e energética.

Vale dizer que apesar da matriz energética ser mais variada em outros países, as perdas no sistema de distribuição de água e a busca pela eficiência no setor energético também são realidade.

As novas formas de eficiência energética no saneamento

O que não falta são exemplos em busca da eficiência energética ou, ao menos, o aproveitamento de forma mais consciente, conforme veremos em alguns exemplos.

Água e energia combinam?

Na física a resposta é não, mas na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, uma Estação de Tratamento de Água (ETA ) foi construída ao lado de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH).

Pequena Central Hidrelétrica

Foto da PCH por dentro

O projeto buscou a eficiência energética ao passo que a PCH gera a energia suficiente para operar a ETA. Estando às margens do Rio Itapemirim, apenas utilizam do curso normal do rio para gerar água potável e energia elétrica, sem a necessidade de represar a água.

A PCH possui capacidade de produção de 2,8 MW, mantendo a cidade em segurança hídrica e energética.

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e a Luz Solar

Esse modelo de produzir a energia necessária para produção chegou também a cidade de Mogi Mirim com um investimento de 1,8 milhão de reais.

Mas aqui a estação é de tratamento de esgoto e tem capacidade para tratar 150 litros por segundo. Essa proporção atente 65% do esgoto doméstico da cidade.

A novidade na empresa é o uso de energia solar para operar, sendo a primeira desse modelo no Brasil. A instalação engloba mais de mil placas de captação de energia solar, distribuídas em um campo de mais de 2 mil m².

Tratamento de esgoto energia limpa

O Serviço de Saneamento de Mogi Mirim (Sesamm) gera 606 MW com o sistema. Isso representa ⅓ do consumo da ETE. O projeto da usina solar cumpre todas as normas técnicas determinadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Essa energia limpa veio justamente na época do prêmio Sustentabilidade Ambiental 2017 devido ao projeto de reuso de água, também desenvolvido pela empresa.

Segundo o Diretor-Presidente da Sesamm, o engenheiro Carlos Roberto Ferreira, a geração de energia nesse modelo vem de encontro com a política da empresa. Sendo esta bem representada por cuidados com o meio ambiente e combate às mudanças climáticas.

Na fala de Ferreira, será prioridade essa busca de energias limpas e renováveis em companhias, no governo e na sociedade.

A tecnologia utilizada é de ponta, sem partes móveis, sem ruídos, com baixa manutenção e rápida instalação. Tem por nome Perc (Passivated Emitter and Rear Cell ou Emissor Passivo e Célula Traseira, em tradução) e converte diretamente a energia solar em elétrica.

Eficiência operacional versus eficiência energética

Não é apenas com grandes obras que se pode conquistar a eficiência energética. Organizar os processos internos pode cooperar nesse quesito.

A empresa Águas Guariroba que opera a concessão de água e esgoto na cidade de Campo Grande fez um trabalho interno com esse foco.

Eficiência operacional no saneamento

O conjunto de ações que a empresa chama de Eficientização Energética são voltadas para o uso racional da energia, seguindo a premissa de aumentar a eficiência reduzindo custos.

A equipe criada para introduzir o conceito na companhia trabalhou em conjunto com a equipe de eletromecânica desde novembro de 2007. Para efetivar o trabalho foram utilizadas algumas medidas:

  • Investimentos em melhorias de equipamentos
  • Troca de conjuntos moto-bombas
  • Instalação de bancos capacitores
  • Instalação de timers em poços
  • Desobstrução de adutoras com pigs (torpedos)
  • Uso de automação em registros com atuadores elétricos
  • Monitoramento da pressão na rede de distribuição
  • Manutenção do parque de medidores
  • Geofonamento para detecção de vazamentos

Essa extensa e trabalhosa lista gerou benefícios logo percebidos pela companhia. Entre eles podemos citar: Redução de gastos com energia elétrica e a produtividade de até 20% a mais de água com a troca de moto bombas.

Vemos que as medidas tomadas pelas companhias na direção da eficiência energética gera benefícios para toda sociedade, sejam estes econômicos, qualitativos ou ambientais.

E a companhia da sua cidade tem buscado a eficiência no uso da energia, ou projetos que utilizam energia limpa? Conta para a gente!

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