O custo da má educação no saneamento - EOS Consultores
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Postado em: 31/07/2019

Última modificação: 16/08/2019

Tempo de leitura: 5 minutos

Nosso artigo vai falar sobre a má educação no saneamento e os custos que ela provoca. Situação que já tem afetado de forma drástica a população, as companhias de saneamento e o governo.

Veremos os seguintes tópicos:

  • Educação e saneamento básico
  • O custo da má educação no saneamento
    • Custos na saúde pública
    • Custos das perdas de água tratada
  • Perspectivas governamentais e custos futuros

Se a informação é a maior arma do século XXI, com certeza a má educação e falta de informação são os piores vilões de todos os tempos.

Em um mundo com acesso globalizado à informação, falta muito à sociedade brasileira e ao estado aprender sobre saneamento básico. A difusão do conhecimento atualmente promovida não tem moldado atitudes coerentes nesses atores.

Custo da má educação no saneamento

Apesar da larga vantagem ambiental no Brasil, não aprendemos a utilizar esses recursos de maneira correta. E por isso, já pagamos caro por causa da má educação no saneamento.

Educação e saneamento básico

O saneamento é uma das infraestruturas mais atrasadas do país, enfrentando o desafio de fazer muito, com pouco investimento e baixa compreensão de sua importância.

A realidade do saneamento básico no Brasil são 100 milhões de habitantes sem acesso à esgotamento sanitário, onde metade do esgoto sem tratamento é dispensado diretamente na natureza.

Nem a água tratada chega a todos, mesmo com sua abundância a nível nacional. Mais de 35 milhões de pessoas despendem esforços para buscar água, pela sua falta na rede pública de distribuição.

O investimento por sua vez é em média metade do esperado para a universalização prometida em fóruns nacionais sobre a água e perante a ONU. Nesse ponto, especialistas estimam que só em 2060 vamos conseguir universalizar os serviços de saneamento.

Na teoria somos críticos em relação ao saneamento, temos leis e regulamentos mais que qualquer outro país. Aliás, saneamento no Brasil é direito assegurado pela constituição, mas a inefetividade em cumprir tal dever é nítida.

Segundo alguns especialistas a principal falha está nos titulares dos serviços, as prefeituras, que justamente possuem a função de planejar e angariar recursos para o saneamento local.

Falta de Saneamento Basico no Brasil

O que não inibe a função do governo federal em fiscalizar o uso de recursos, principalmente através de agências reguladoras. Ou mesmo do povo em indagar seus governantes em busca de mudanças.

Já no recebimento desses serviços está o usuário, que segue seus executores e responsáveis em má educação no saneamento. Jogando lixo em local inapropriado, dispensando esgoto na natureza mesmo tendo rede coletora em frente a sua residência e desperdiçando água mesmo com muitos lugares no país amargando sua falta.

Independente de quem seja o responsável, ignorar o saneamento básico tem um preço! 

O custo da má educação no saneamento

O saneamento carrega o status de item de infraestrutura, pois sem ele não há saúde pública adequada, a taxa de mortalidade infantil aumenta, o rendimento escolar cai e a produtividade nas empresas diminui.

E ainda, torna-se evidente a desigualdade social, pelo fato das maiores mazelas do saneamento estarem presentes em locais pobres. 

Também há um prejuízo ambiental sem precedentes, causado pelos dejetos do esgoto sendo dispensados sem tratamento e os resíduos sólidos infiltrando chorume em nossos lençóis freáticos.

Não tratar essas situações gera custos de toda ordem, provocando estagnação do país em diversos aspectos.

Custos na saúde pública

Tivemos gastos na saúde pública de 100 milhões em 2017 apenas com doenças relacionadas a falta de saneamento. O valor representa o custo de 263,4 mil internações.

Nesse caso houve uma evolução se comparado ao ano anterior, quando os gastos foram de 129 milhões e 350 mil internações.

O investimento em saneamento como um todo é refletido bruscamente na saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), seria possível economizar 1,4 bilhão de reais ao ano com a universalização do saneamento.

Enquanto isso não acontece, mais de 1.700 crianças morrem todos os anos e empresas perdem seus investimentos por funcionários que precisam faltar ao serviço por doenças de origem sanitária.

Custos das perdas de água tratada

Também geramos impactos pelas perdas de água, seja pelo desperdício nas casas ou vazamentos. Nossa perda de água tratada em 2017 foi de 38,3% do total, gerando um custo de 11,3 bilhões de reais. Desperdício que é curiosamente maior em regiões que menos possuem distribuição de água potável.

Agua tratada vazando

A perda financeira é tão grande, que se esse valor fosse investido no setor, acabaríamos com o déficit de investimentos. Um fruto da má educação no saneamento.

Apesar do assunto ser, em grande parte, responsabilidade das companhias de saneamento, as prefeituras podem traçar metas de redução em seus contratos, assim como a população deve denunciar casos de negligência das empresas e do governo.

Perspectivas governamentais e custos futuros

A falta de água potável no sertão nordestino levou o governo Bolsonaro a fazer de sua promessa de campanha a dessalinização da água do mar para suprir tal necessidade.

Diante disso, se evidenciaram negociações com o estado de Israel para trazer a tecnologia de dessalinização deles ao Brasil. Visto que a nação israelita é referência mundial no assunto.

Contudo, Diego Berger, que é coordenador de projetos internacionais da Companhia Nacional de Água de Israel (Mekorot), entende que é um desperdício de esforços e recursos lidar com o problema dessa forma.

Berger afirma que o Brasil não precisa de forma imediata da tecnologia de dessalinização e sim do reaproveitamento das águas de esgoto e diminuição de perdas. Segundo ele, vários países vão em busca da tecnologia, mas se deparam com um modelo de gestão, uma política que deve ser aplicada a longo prazo.

Em Israel, 85% do esgoto é reutilizado e corresponde à metade da água usada na agricultura, enquanto aqui não conseguimos nem mesmo coletar mais de 55% dos nossos esgotos. Já nas perdas, jogamos fora 38% da nossa água tratada contra 10% do que ocorre em Israel.

Em resumo, a educação no saneamento no Brasil precisa avançar. Precisamos entender que não é apenas investir dinheiro de um lado e esperar as obras saírem do outro.

Nossa necessidade é de uma gestão continuada, é tomar o saneamento como questão permanente de estado. Todos perdem com a falta de saneamento e, portanto, deveriam buscar uma melhor compreensão sobre o assunto.

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