Atuais tecnologias para minimizar os problemas de saneamento básico
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No artigo de hoje vamos falar sobre tecnologias para minimizar os problemas de saneamento básico e sua utilização. Mediante aos mais diferentes problemas a tecnologia se torna cada vez mais indispensável.

Você vai ler sobre:

  • Atuais tecnologias para minimizar os problemas de saneamento básico
    • Instrumentos de redução de perdas
      • Investimentos ao longo do tempo
    • Tecnologia Big Data
    • Pipe Bursting

Por toda gama de setores vemos áreas interligadas a infraestrutura e saneamento, e a falta que esses fazem na hora de projetos futuros da nação.

Esse fato aliado a corte de gastos cria um cenário que exige inovação com baixo investimento. Para tanto são necessárias soluções inteligentes para driblar tais problemas de saneamento básico.

Atuais tecnologias para minimizar os problemas de saneamento básico

tecnologias para minimizar os problemas do saneamento

Para se falar das respectivas soluções vamos elencar os principais problemas do saneamento básico no Brasil.

Os principais desafios do Brasil são de acessibilidade. Atualmente, 35 milhões de brasileiros não recebem água potável em casa e outros 100 milhões não têm coleta de esgoto.

A gama de pessoas que não recebe a coleta de esgoto acaba por fazer o descarte irregular em rios, diretamente nas ruas ou em fossas. No fim das contas ameaçam contaminar os lençóis freáticos e sua próprias fonte de água limpa.

A recessão do Brasil na segunda metade de 2014 dissipou a força do PAC e a crise fiscal cortou investimentos. Como a área do saneamento sempre dependeu do governo, as coisas complicaram.

Por essas disparidades de investimentos aumentam o valor que o Brasil teria de investir para superar os desafios.

Sendo assim, busca-se um modo de reduzir perdas, obter dados confiáveis do saneamento e ainda facilitar a operação dos serviços. Nesse momento é que são empregadas as tecnologias para minimizar os problemas de saneamento básico.

Instrumentos de redução de perdas

Segundo a revista OE em matéria publicada no ano de 2016, o município de Campo Grande – MS conseguiu redução de 36% de perdas de águas.

O feito mostrou que um fator que parecia imbatível foi vencido com ajuda da tecnologia, em medidas adotadas pela Águas Guariroba.

A empresa adotou um software de monitoramento e gerenciamento de rede de distribuição de água, novidade no país à época.

Os dados foram registrados oficialmente no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). A concessão passou a ser administrada majoritariamente em 2005, e em 2015 comprovou redução de 55% para 19% as perdas de água da cidade.

Na verdade não há segredo no início do processo, onde primeiramente foram substituídos e colocados hidrômetros. Os procedimentos seguiram com a aferição da perda real existente.

Com o mapa da cidade em mãos, realizou-se um mapeamento e localizado os pontos em que mais se tinham perdas. Com a ajuda de Geofones Eletrônicos, foram detectados vazamentos que antes não eram aparentes.

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O equipamento sensorial é um detector de ruídos com precisão adequada para saber onde há vazamentos. De forma mais simples, o solo é “escutado” e de onde vem o som característico do vazamento inicia-se o trabalho para estancar o mesmo.

Por fim, o treinamento dos agentes de campo padronizando reparos deu agilidade e evitou retrabalhos. A fala é de Lucas Alves, engenheiro civil responsável pelo controle de perdas da Aegea.

Porém, a etapa mais relevante do processo é software israelense Takadu. Ele possibilitou o controle em tempo real do que está acontecendo na rede, seja queda de pressão, pressão elevada, possíveis vazamentos, locais com desabastecimentos e outras não conformidades.

A cidade possui mais de 500 sensores espalhados que enviam as informações para a companhia. O envio é efetuado por meio de telemetria.

Investimentos ao longo do tempo

Não é de hoje que os investimentos em redução de perdas de água acontecem.

No ano de 2012, Dilma Pena, então Diretora-presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), fechou um acordo de financiamento de 710 milhões de reais.

Tal investimento foi justificado pelo objetivo de levar as perdas de 25,6% para 19% até o fim de 2020, por meio da Agência de Fomento Jica, sediada no Japão.

Um bom presságio é que o Japão é referência em redução de perdas: apenas 3%. Em contrapartida, o Brasil é um dos líderes na perda de água, a média nacional em 2016 foi de 38,53%.

A prioridade do Programa foi garantir a segurança do abastecimento na região metropolitana de São Paulo. A então presidente citou na época as dificuldades pela extensa área a ser analisada e reparada em um cenário de baixa disponibilidade hídrica.

Mas só foi possível detectar e vistoriar as redes, graças ao uso de geofones. Os aparelhos são usados em toda a rede de distribuição. Do ano de 2004 a 2013 foram reduzidos mais de 28% das perdas. As análises foram feitas em 47,4 mil km de redes, sendo repetidas a cada oito meses.

As tecnologias para minimizar os problemas de saneamento básico aparecem como parte dos procedimentos da empresa. Os dados apareceram no Relatório de Sustentabilidade da Sabesp de 2012.

Tecnologia Big Data

Quando se reúne informação, tecnologia e ciência a uma metodologia de Big Data (termo usado para analisar e interpretar grande volume de dados) temos como resposta indicadores confiáveis para agir em relação a uma situação.

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E nesse quesito temos um sério problema no Brasil: o principal sistema de monitoramento de dados do saneamento leva considera informações vindas dos próprios fornecedores do serviço. O que leva a duas possíveis fragilidades:

  • Fonte tendenciosa – Quando apenas uma fonte é consultada para se criar uma perspectiva de funcionamento dos serviços.
  • Conflitos de interesse – Quando há um segundo interesse nos prestadores de serviço em manipular os dados para que não sejam confrontados pelos problemas existentes no funcionamento do sistema administrado por estes.

Assim, como já era previsto na Lei do saneamento de 2007, deveriam ser incrementados mecanismos de participação popular por meios tecnológicos.

Poderiam ser utilizadas plataformas web e aplicativos de smartphone para captação de dados. Uma tecnologia de baixo custo e que envolve os usuários finais do saneamento para gerar um sistema sustentável.

As cidades poderiam assim economizar milhões, monitorando com maior precisão os serviços.

Em uma matéria da BBC a suposição de existência desse tipo de sistema cita o SNIS como possível receptor desses dados. Por sua vez o sistema repassaria esses dados para os governos municipais, estaduais e para União.

Segundo a governança digital, somente a interação e feedback constantes entre prestadores e usuários garantem uma coprodução e planejamentos de infraestrutura efetivos.

Ainda segundo a matéria, se as coisas no Brasil continuarem nesse ritmo, vão demorar 50 anos para atingir os níveis desejados de universalização do saneamento.

Pipe Bursting

Sabemos que uma das dificuldades do setor é lidar com antigas tubulações e o quanto isso demora e tem custo.

Contudo há uma técnica que permite substituir canos quebrados de água, esgoto ou gás natural, sem tanto esforço.

O método é chamado de Pipe bursting e faz a troca de encanamentos triturando encanamentos antigos. No lugar é colocado polietileno de alta densidade .

Não é necessário abrir valas para instalação, apenas se faz necessário um equipamento que insere uma broca que quebra o cano anterior e puxa o novo encanamento logo atrás.

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O método já tem eficiência comprovada e não é novo. Em alguns bairros de São Paulo, a tecnologia é usada para substituir canos de mais de 100 anos, através da Sabesp.

A tecnologia atualmente vem aliada a percepções não tão triviais ou fáceis de perceber a olho nu. São identificados padrões de serviço para reduzir perdas de material e tempo. A inteligência artificial faz isso com o auxílio de banco de dados, georreferenciamento e machine learning. A Sabesp utiliza a tecnologia da Voith para realidade aumentada e a tecnologia da Microsoft para manutenção de máquinas.

Segundo Leandro Moreira, que comanda a divisão de saneamento da empresa de tecnologia Imagem, o uso de realidade aumentada serve para identificar qualquer tipo de interferência.

Entram nessa análise as redes de gás, eletricidade e telecomunicações, o que dá segurança ao processo e evita erros.

Algo muito relevante e atrativo nas startups ou empresas de tecnologia para o saneamento é que estas se propõe a receber sobre o desempenho ou economia que o cliente terá ao contratar seus serviços. Modelo de negócio comumente utilizado por consultorias de modo geral.

A tecnologia não pára e sempre aprimora métodos ou promove a disrupção dos antigos. Quais os métodos sua empresa utiliza? Quais as chances adquirir softwares para gerar menor custo-benefício e tempo de execução para seus serviços?

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